"Free Guy: Assumindo o Controle" é uma deliciosa supresa, em um filme que sabe brincar com o seu universo de forma humorada.

“Free Guy: Assumindo o Controle” é uma deliciosa supresa, em um filme que sabe brincar com o seu universo de forma inovadora.


AAcredito que você não precisa nem de uma mão para contar os filmes de games que deram certo, seja em bilheteria, enredo ou ambos. E isso faz de Free Guy: Assumindo O Controle um marco ainda maior — embora, ironicamente, a produção cinematográfica sobre um jogo virtual não seja de fato baseado em um jogo.

Neste longa dirigido por Shawn Levy e roteirizado por

 

Humorado e Refrescante

O que e fazem com o longa é de uma grande refrescância para o sub-gênero em que se encontra. Brilhantemente, os dois roteiristas sabem brincar com as limitações da realidade virtual de forma que elas parecem nunca terem sido feitas antes, entregando um divertido filme cheio de charme e humor que são somados a uma direção concisa e um elenco talentoso.

Free Guy: Assumindo O Controle é eficiente em trazer para a tela um escapismo repleto de referências culturais fáceis que se encaixam naturalmente à narrativa, que por sua vez está muito consciente do ambiente em que habita e é capaz de fazer piadas sobre si mesmo.  é um rei da comédia, como já provado mundialmente pela sua caracterização de Deadpool, mas que neste filme brinca com uma nuance mais artificial.

É perceptível, através de uma atuação até mesmo corporal, que Guy é um Personagem Não-Jogável pelas repetições de movimentos, ou pela artificialidade proposital de suas falas, assim como sua completa ignorância da sua existência binária que resultado em um estado de felicidade eterna. O processo de despertamento acaba tornando-se uma divertida jornada porque, até mesmo quando ele toma ciência do mundo artificial à sua volta, Guy é simplesmente incapaz de ligar os pontos e se perguntar, por exemplo, porque ele tem um contador de fases ou porque os ambientes à sua volta são dobráveis.

Inclusive, a descoberta parece ser o tema central do longa. Se para  isso envolve a questão do seu código e o que isto reserva pra ele na história, para Molotovgirl, por exemplo, a resoluta personagem de , esta jornada reside em tentar desvendar a extensão de sua participação involuntária na criação daquele jogo.

Ao rolar dos créditos, tudo parece funcionar à favor de Free Guy: Assumindo O Controle, que só tem a ganhar com o carisma de  e  — talvez, a única coisa que não pareça tão natural no filme seja o vilão de Taika Waititi, que muitas vezes extrapola a tentativa clara de brincar com o estereótipo do “vilão megalomaníaco”. Porém, mesmo que simples e sem reviravoltas complexas, o longa entrega a diversão e o mistério que propõe, e as duas horas de exibição são o suficiente pra dar início, meio e fim para uma deliciosa jornada bem humorada.

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