Expandindo a potência e relevância da diversidade, "Queer Eye Brasil" estreia com uma temporada colorida, divertida e impactante.

Expandindo a potência e relevância da diversidade, “Queer Eye Brasil” estreia com uma primeira temporada colorida, divertida e impactante.


UUm dos reality shows mais queridinhos dos Estados Unidos, Queer Eye, finalmente ganhou sua versão brasileira após seis temporadas originais lançadas pela Netflix, um especial gravado no Japão com o mesmo elenco estadunidense e uma versão alemã.

Nesta edição, nossos Cinco Fabulosos, como são conhecidos os apresentadores do reality, são Fred Nicácio (bem-estar), Guto Pequena (design), Luca Scarpelli (cultura), Yohan Nicolas (beleza) e Rica Benozzati (estilo).

 

Queer Eye Brasil

É muito difícil comparar qualquer versão com o programa original. Querendo ou não, os Fab 5 já estão associados com Jonathan Van Ness, Karamo Brown, Antoni Porowski, Tan France e Bobby Berk e, logo de cara, dá vontade de analisar quais são as diferenças deles com os brasileiros. Apesar de seguir o mesmo formato que estamos acostumados, começando o episódio com o grupo dentro de um carro enquanto um deles apresenta o herói ou heroína da vez, não tem como copiar as personalidades. Desde que começaram as adaptações de Queer Eye, já assumi para mim a ideia de assistir sem fazer um jogo dos sete erros — e acredito que não há estratégia melhor!

Além de trazer cinco apresentadores extremamente divertidos e com um ótimo dinamismo, tanto em grupo quanto individualmente, um dos melhores pontos do Queer Eye Brasil é que as realidades e problemas dos heróis são bem mais palpáveis para os espectadores brasileiros. Você provavelmente conhece uma ou mais pessoas com características ou situações parecidas e identifica algumas histórias que se repetem de alguma forma em seu contexto.

Todos os episódios da edição brasileira são envolventes e dão um baita orgulho ver o nosso entretenimento se expandindo e ganhando novas formas. É nítido como os apresentadores estavam curtindo muito todos os momentos e se entregando da melhor maneira possível. E por ser um programa cujo elenco é composto pela comunidade LGBTQIAP+, é muito importante que a franquia Queer Eye possa ganhar força no Brasil e no mundo.

Ver nas telas pessoas com baixa representatividade ao longo da história e em uma posição de força, relevância e trabalhando para ajudar outras é necessário para combater o preconceito e lutar para que os grupos marginalizados tenham mais espaço na sociedade. Assim Queer Eye Brasil mostra-se colorido, repleto de estampas, texturas e histórias. É o nosso país por um novo ângulo e com muito orgulho de quem é.

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